“Filhos do Oceano” – exposição de colagem digital da artista Ruth Bañon

“Guardião da Natureza” – educar para ser – exposição de assemblagens de do artista Tchalata

Esteve em exibição a exposição do artista Tchalata, de 09 a 28 de Junho na Galeria principal da Fundação Fernando Leite Couto, a exposição de assemblagem, e curadoria de Yolanda Couto.

“Fora da Caixa” – exposição colectiva de pintura de Albino Mahumana e Renaldo Siquisse

Esteve patente, de 07 a 31 de Maio, na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto, a exposição colectiva de pintura intitulada “Fora da Caixa””, dos artistas plásticas Albino Mahumana e Renaldo Siquisse, com a curadoria de Yolanda Couto.

“Multiverso de Sonhos e Visões” – exposição individual de pintura e cerâmicas de Manuela Madeira

Esteve patente, de 09 de Abril a 03 de Maio, na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto, a exposição individual de pintura e cerâmica “Multiverso de Sonhos e Visões”, da artísta plástica Manuela Madeira, com a curadoria de Yolanda Couto.

“Memórias Daqui” – exposição de desenho e pintura de Nelsa Guambe

Está patente, de 12 de Fevereiro a 5 de Março, na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto, a exposição de pintura intitulada “Memórias Daqui”, da artista Nelsa Guambe e curadoria de Yolanda Couto.

Os dois artistas mostram nas suas obras um mosaico de cores e expressões que convocam a reflexão sobre para as complexidades da condição e das relações humanas.

Em Fred Bulande encontramos o estilo abstrato, com acrílico sobre tela, a expor a complexidade da mente humana, os caminhos que se entrecruzam nesse círculo abstrato que é a vida, com simbologias que variam a cada corpo, cada pensamento e nas comunidades em que se está inserido.

Ao abdicar de elementos que nos associem facilmente ao humano Fred exige ainda mais da nossa mente e do nosso corpo. A força neural das obras que nos apresenta revela uma carga emocional que estará na sorte de cada um ou no seu estado da alma, a interpretação e as sensações. Certo é que a cores, as linhas que se constroem, os padrões, são como trilhas sonoras, ondas magnéticas que formam sinais de vida. É possível que após a sua apreciação fiquem-nos questões existenciais que pouco nos permitimos desenvolver no frenesim dos dias.

Podemos dar o mesmo rumo de leitura às obras de Vovo’s Manhiça. Mas este, mais próximo das fórmulas que nos fazem reconhecer as formas de vida, a metamorfose dos corpos ou a interpretação dos sentimentos a partir da observação dos artistas.

Mas, diferente de Fred, Vovo’s Manhiça tem o sentido de comunidade, concebe o ser humano nos seus diferentes estados e sentimentos, os seus estilos de vida; faz o diálogo entre o ser físico, o corpo, e a o ser transcendental, o espiritual. Por isso associa as figuras humanas com animais, objectos e toda uma paisagem que coloca o sujeito num espaço. Pode ser que seja um sonho, podem ser rituais, pode ser um estado da alma, enfim, a existência e os seus significados.

Em ambos os casos, somos desafiados a encarar a obra, olhar para o interior sem nos descurarmos do outro e dos dramas da vida.

“Vozes da Inclusão” – exposição de pintura de Vovo’s e Fred Bulande

Está patente, de 8 de Outubro a 1 de Novembro, na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto, a exposição de pintura intitulada “Vozes da Inclusão”, que junta dois artistas plásticos, Fred Bulande e Vovo’s, com a curadoria de Yolanda Couto.

Os dois artistas mostram nas suas obras um mosaico de cores e expressões que convocam a reflexão sobre para as complexidades da condição e das relações humanas.

Em Fred Bulande encontramos o estilo abstrato, com acrílico sobre tela, a expor a complexidade da mente humana, os caminhos que se entrecruzam nesse círculo abstrato que é a vida, com simbologias que variam a cada corpo, cada pensamento e nas comunidades em que se está inserido.

Ao abdicar de elementos que nos associem facilmente ao humano Fred exige ainda mais da nossa mente e do nosso corpo. A força neural das obras que nos apresenta revela uma carga emocional que estará na sorte de cada um ou no seu estado da alma, a interpretação e as sensações. Certo é que a cores, as linhas que se constroem, os padrões, são como trilhas sonoras, ondas magnéticas que formam sinais de vida. É possível que após a sua apreciação fiquem-nos questões existenciais que pouco nos permitimos desenvolver no frenesim dos dias.

Podemos dar o mesmo rumo de leitura às obras de Vovo’s Manhiça. Mas este, mais próximo das fórmulas que nos fazem reconhecer as formas de vida, a metamorfose dos corpos ou a interpretação dos sentimentos a partir da observação dos artistas.

Mas, diferente de Fred, Vovo’s Manhiça tem o sentido de comunidade, concebe o ser humano nos seus diferentes estados e sentimentos, os seus estilos de vida; faz o diálogo entre o ser físico, o corpo, e a o ser transcendental, o espiritual. Por isso associa as figuras humanas com animais, objectos e toda uma paisagem que coloca o sujeito num espaço. Pode ser que seja um sonho, podem ser rituais, pode ser um estado da alma, enfim, a existência e os seus significados.

Em ambos os casos, somos desafiados a encarar a obra, olhar para o interior sem nos descurarmos do outro e dos dramas da vida.

Horizontes partilhados e múltiplos olhares – exposição colectiva

Horizontes partilhados e múltiplos olhares é o nome escolhido para esta exposição colectiva que acolhe trabalhos de seis artistas moçambicanos. Esta mostra, tão diversificada, é o eco de várias vozes e pensamentos que nos desafiam e cativam.

Famós, Júlio Xirinda, Markos P`Fuka, Pekwia, Saranga, e Titos Mucavele encontraram-se para dialogar e reflectir, partilhando horizontes, perspectivas, ensaios e novas técnicas que os levaram a procurar reunir em simultâneo as três grandes condições pictóricas num espaço único de exposição colectiva: as linhas, as formas e as cores. 

Reconhecer a diversidade e o talento deste grupo de artistas de grande destaque e das suas várias expressões artísticas, valorizando suas contribuições individuais e colectivas, é o que a Fundação Fernando Leite Couto propõe a quem visita esta exposição.  

O mundo é uma galáctica de múltiplos sentidos retratado tal como o artista o visualiza.  Seja qual for a forma de representação com que se manifesta, através de esculturas, pinturas, símbolos abstractos ou figurativos, ou qualquer outra, as suas obras são uma consequência da sua vivência em sociedade. 

Famós apresenta-nos os seus desenhos em grafite e técnica mista sobre papel em dinâmicas composições onde as referências regionais são ainda mais delineadas pelos títulos das obras. Eles referem os costumes da sua terra, como é o caso da “Memórias de uma viola de lata” ou dos “Peregrinos de Cabo Delgado”.

Júlio Xirinda aplica cores fortes e intensas onde as figuras aparecem como que por magia, numa densidade e profusão de sentidos para se fundirem numa azáfama de movimento. São mulheres e homens da sua terra numa labuta diária.   

Marcos P ́Fuka acende luzes no fundo do túnel, espanta medos e devolve-nos o calor sensível ao olhar. É um universo multicolor e tenso de feitiço, evocação da saudade do amor e da esperança, evocação de mundos possíveis em que se torna indispensável entrar.

Pekiwa esculpindo em madeiras velhas retrata a alma das suas gentes. As suas obras são pertença de um passado, transformado em futuro. Recolhe histórias do seu povo e representa-o em portas e janelas vividas pelo tempo. São carícias o que grava na madeira.  

Saranga dialoga com o seu mundo que é feito na borda das cores, como que uma visão mítica de um mundo intuitivo e emocional, decorativo espontâneo e até mesmo irracional. Nas suas pinturas sentimos o vigor com que manobra o pincel explorando as diferenças e semelhanças com a realidade. 

Titos Mucavele traz para esta exposição um conjunto de cores que respiram da terra e que evocam sentimentos profundos, remetendo à sua origem junto ao mar do Índico, numa simultaneidade de cores revoltas. Através de temas que exploram a família e a comunidade, onde se adivinham nostálgicos olhares de mulheres, expressa a essência da vida tal como é. São olhares carregados de esperança no amanhã.

Curadora Yolanda Couto

“Fragmentos da Vida II” de Titos Pelembe

Fundação Fernando Leite Couto acolheu de 7 a 31 de Agosto a exposição “Fragmentos da vida II”, de Titos Pelembe, cuja inauguração será nesta quarta-feira, 7 de Agosto, às 18 horas.

A exposição reúne obras concebidas por diferentes técnicas, entre a pintura em tela, até às esculturas em cerâmica e papel.

“Fragmentos da Vida II” realiza-se na sequência da primeira exposição que teve lugar em Agosto de 2018 na galeria da Fundação Fernando Leite Couto.

Explorando temas actuais e questões sociais, Titos Pelembe usa diferentes abordagens técnicas, diversos materiais e conceitos inovadores, criando formas com consistência e precisão que lhe atribuem um perfil contemporâneo, mas também, tradicionalista.

“Os diferentes materiais desde os processos de transformação natural do barro à cerâmica, a pintura e até a (re)utilização de resíduos em forma de pasta de papel ou pedaços de plástico, todo este ciclo, contempla o meu percurso, actual estágio criativo e um pensamento crítico e curatorial partilhado por este meio.” Explica Titos Pelembe.

A curadora Yolanda Couto analisa que nas obras em exposição encontra-se o “presente e o passado” e recorda, “A cerâmica, que tem em Moçambique uma longa tradição, é uma das modalidades das artes visuais que volta aqui a assumir um importante papel”.

“Através de máscaras e esculturas figurativas que antes apareciam ligadas a elaboradas cerimónias e costumes que guiavam a sociedade, hoje, os artistas apropriam-se desses valores para os modernizar. Nesta exposição multidisciplinar e nesta etapa importante do desenvolvimento da sua vida de artista, a diversidade cultural e histórica em Moçambique reflete-se nas formas de expressão temperadas de exigente consciência oficinal e moldadas pelo olhar do investigador.” Afirma Yolanda Couto.

Titos Pelembe nasceu em 1988, em Maputo. É artista multidisciplinar e curador investigador independente. Doutorando em Educação Artística, Mestre em Arte e Design para o Espaço Público e graduado no curso de Especialização em Design de Tecnologias para a Saúde pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Licenciado em Artes Visuais pelo Instituto Superior de Artes e Cultura, graduado nos cursos médios de Cerâmica e Formação Psicopedagógica pela Escola Nacional de Artes Visuais (Maputo). Membro activo do Colectivo de Investigação ID – Identidades (Porto). Realizou estágio de curadoria na Fundação Calouste Gulbenkian e na Escola de Artes da Universidade Católica do Porto (2022).

Jardins de sonho

Na exposição que abre em Julho, na Fundação Fernando Leite Couto, encontramos um estranho e sublime espaço por onde vamos caminhando. São os jardins de sonho de Languana.

Entro neles devagar, como se acordasse às primeiras horas, entre o consciente e o inconsciente no preciso momento em que se abre os olhos à luminosidade fresca das manhãs. O lugar onde os sonhos da noite ainda pairam na imaginação e onde os reflexos da aurora alternam entre o claro escuro entre a luz e a sombra.  

São assim as aguarelas de Languana, elas criam formas próprias, espaços e estilos preenchidos com explosivas sucessões de cores vibrantes numa perfusão de representações. Através das cores as imagens transformam-se e as formas aparecem independentes, sem serem corpo ou flor, sem serem objecto real ou apenas movimento.

Suavemente, avançamos por um mundo sonhado, inscrito no branco imaculado do papel em cores transparentes ou translúcidas, mas que, num arrojado rasgo de imaginação passam a ser vibrantes e florescentes, do verde ao laranja, do vermelho ao azul e ao rosa, aí aparecem rostos, braços, pássaros seres estranhos que de alguma forma comoveram o artista.

Numa sociedade em ebulição, onde a maioria dos artistas a olha e apresenta em imagens penetradas por constantes contradições num ambiente hostil, de ambiguidades e indeterminações, encontrar a frescura dos jardins de Languana é uma visão de encantamento e de esperança que nos faz esquecer os medos e as incertezas que habitam a nossa mente. 

As aguarelas suaves descansam e lembram as estórias que na infância nos contavam os avós e que nos faziam imaginar seres risonhos em jogos de crianças. 

São a fórmula e o paradigma que nos impõe uma visão optimista do amanhã.    

 Yolanda Couto

Quem somos – exposição de Reinata Sadimba

Uma das maiores artistas moçambicanas, Reinata Sadimba, expôs na FFFL, em Agosto de 2023, com o título “Quem somos”.

Reinata Sadimba, cuja obra transcendeu as fronteiras de Moçambique dedicou-se a criar obras com uma narrativa e estética que remetem à essência humana: as relações, a união, a família, as faces que simbolizam vidas e vivências de pessoas da sua terra que sempre procurou retratar com uma peculiaridade que só o seu talento pode.

A curadora da exposição, Yolanda Couto, explica que “as figuras, de formas exageradas e feições mal definidas são a representação do mistério sagrado onde, por vezes, se condensa uma profunda humanidade fantasiosa e trágica. As tatuagens que cobrem o seu rosto e as suas obras denunciam a sua ascendência e as gerações que a precederam. São marcas da sua terra.”

Em “Quem somos”, a ceramista, mais do que moldar os corpos, faz uma representação de estórias que ligam o tradicional ao moderno.